As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio,e cada um dos teus justos juízos dura para sempre Sl 119.160


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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Só os Músicos São Levitas?

 
Há um enorme equívoco no meio evangélico que se enraizou na mente de alguns crentes, quando o músico, ou ministro de louvor é exclusivamente chamado de levita da casa de Deus. Assim como muitos erros de interpretação bíblica causaram enormes contradições pela falta de harmonização de textos com contextos, apesar do caso aqui exposto se tratar de contexto remoto, gramatical, histórico e cultural, a comparação feita especialmente do músico atual para com o levita da Bíblia é mais um exemplo disso.

Mas, quem eram, de fato, os levitas descritos na Bíblia? O que eles realmente faziam? Que ligações possuem os levitas das Escrituras com os “levitas” de nossos dias? Quais os equívocos causados quanto ao assunto em questão?

Os levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó. Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena, sem recenseamento com as demais tribos, porque tinham a benção do alto privilégio de ter o Senhor como sua posse (Dt. 10.9). Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por sua vez descendente de Levi (Ex. 29.44; Nm. 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote (cohen) era levita, mas nem todo levita era sacerdote (Nm. 3.6ss). É claro que encontramos pequenos resquícios literários de sacerdotes que não eram levitas, principalmente na época dos juízes e no início da monarquia, mas isso é um outro assunto.

As funções dos levitas

O Dr. Henry Hampton Halley, no “Manual Bíblico de Halley” mostra que o ministério levítico era amplo em suas atividades, diferente em relação ao que se pensa em nossos dias. Os levitas tinham uma atividade honrosa que compreendia: o serviço no santuário (Nm 3.6; 1º Cr 15.2) o auxílio nos sacrifícios (Jr. 33.18,22), no transporte da Arca da Aliança, na responsabilidade para com o ensino da Lei (Dt 31.9; 22.10), na música (1ª Cr. 25.1) e, no uso da autoridade para abençoar. “Parece, portanto, que os deveres dos levitas incluíam tanto o serviço de Deus como um papel de relevância no governo civil”, conclui Dr. Halley (Manual Bíblico de Halley – p. 222, Ed. Vida – 9ª reimpressão 2011).

Davi foi o responsável por inseriu a música como parte integrante do culto, afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (1º Sm.16.23). Atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. No 1º livro das Crônicas capítulos 9.14-33; 23.1-32; 25.1-7, vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros, cantores, instrumentistas e até o tesoureiro era levita (1ª Cr. 26.20-28; 2º Cr. 5.13; 34.12).

Os levitas em nossos dias

Deixo bem claro que o ministério levítico descrito na Bíblia, teologicamente interpretado, não possui sequer nenhuma ligação com os chamados “levitas cristãos” de nossos dias. A começar pela ampla organização ministerial, postura, atividade, contexto histórico, religioso e cultural, promessas bíblicas, seleção, critérios, períodos e épocas.

Mas, não poderia deixar de considerar a forma do uso atual, pois, se torna importante esclarecer aqui, que a verdade no que tange ao “levitismo evangélico”, ficou obscura por causa do erro interpretativo das Escrituras propagado pelos não estudantes da Bíblia. Ou seja, se queremos assim considerar o ministério levítico em nosso meio, á luz da Palavra de Deus, todos os que servem em qualquer ministério relacionado ao culto e ao templo, podem e devem ser chamados também de “levitas”.

A falsa ideia de que apenas músicos são levitas, mais uma vez considerando teologicamente o assunto no contexto atual, é totalmente contrária aos textos e relatos bíblicos. E mais, se torna um fato irônico chamar de levita aquele músico que, muitas vezes, exerce seu ministério na igreja tendo uma irreverência explícita no próprio culto, confundindo a adoração coletiva com seu show particular e, ignorando o conhecimento teológico e profundo da Palavra, o que o distancia mais ainda dos levitas bíblicos que possuíam grande sabedoria das Escrituras e extrema visão espiritual.

Concluo expressando o desejo de que os verdadeiros cristãos, que buscam para si a mesma nomeclatura do chamado levítico, possam exercer seus ministérios de uma forma em que suas ações possam refletir, pelo menos, uma expressiva parcela da responsabilidade, zelo, dedicação e compromisso dos levitas da Bíblia Sagrada.

| Autor: Alex Belmonte

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Suicídio

INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por finalidade dar-nos uma noção de como devemos tratar pessoas com tendências suicidas, falaremos sobre a definição do suicídio, traremos as causas e algumas pesquisas.
Teremos também exemplos de suicídio na Bíblia, e veremos uma declaração do Espírito de profecia.
E a parte final traremos como ajudar e aconselhar pessoas com tendências suicidas.


CAPÍTULO I


DEFINIÇÃO


Suicídio: Ato ou efeito de suicidar-se; desgraça ou ruína procurada de livre vontade ou por falta de discernimento.
Suicidar-se – dar a morte a si próprio.
A palavra suicídio vem do latin e esta composta por sui, si mesmo e cídio, morte, do verbo coedere, ceder, matar. Etimologicamente significa ‘dar morte a si mesmo’.
Na literatura foi introduzida pelo Abade Des Fontaines no término de 1737.2
Temos aqui então o que os dicionários dizem sobre o significado da palavra.

CAUSAS DO SUICIDIO


Acreditava-se antigamente que as idéias de suicídio eram devidas a perturbações funcionais e lesões do cérebro. Esse conceito evoluiu com o decorrer do tempo e hoje acredita-se que a tendência ao suicídio é o resultado de alterações da consciência e o suicida um anormal psíquico. O suicídio – disse Janet – é uma memória mórbida de reação de reação ao fracasso.

Alguns psiquiatras defendem a tese segundo a qual a maioria dos suicidas pertence ao tipo de personalidade deprimida, que não possui em si os cursos necessários para superar os obstáculos e frustrações que a vida lhe apresenta. Desta sorte, o suicida não busca a morte, mas foge da vida. Esses psiquiatras acreditam que a tendência ao suicídio seja uma predisposição herdada”.

A impulsão ao suicídio ora é súbita, ora resulta de um processo lento e progressivo. Nesses casos, o doente tem plena consciência do que se passa com ele.

Muita literatura se tem feito a custa de pobres criaturas que, cegas pelo desespero e cedendo a um impulso mais forte mais forte do que o próprio instinto de conservação mergulham na morte. A verdade porém é que ninguém sabe, ao certo, o que se passou com elas, pois do mundo de sombras para onde foram voluntariamente, ninguém volta para se explicar.

Para o escritor J. Wolfer o melhor conceito da causa do suicídio é de Maurice Fleury quando disse que “a principal causa dos suicídios são as crises de angústia”. Segundo ele, a única condição necessária ao suicídio é o estado de angústia, ou seja, a suprema exaltação da emotividade humana.
A depressão clínica e outras enfermidades mentais. Mais de 60 por cento de todas as pessoas que se suicidam sofrem de depressão grave. Sem incluir as pessoas deprimidas que abusam do álcool, a cifra aumenta para 75 por cento. Caso todas as pessoas que se suicidam sofrem de algum desajuste mental diagnosticável ou padecendo pelo abuso de alguma substancia, de ambas desordens. O abuso do álcool e outras substâncias. O alcoolismo é um fator que aparece em 30 por cinto de todos os suicídios que se cometem.

Os eventos adversos da vida. Tais eventos podem ser: sofrer uma confusão acerca da própria identidade, no caso das pessoas jovens, o sentir-se excluídos dos demais; uma crise familiar pelo divórcio ou pela morte de alguém próximo; a perda dos meios de subsistência, ocasionada por uma crise econômica rural, por redução nos negócios ou nas empresas, o por algum recorte de pessoal ou a eliminação de programas governamentais. Outras causas podem ser: o comportamento aditivo, alguma enfermidade crônica, grave ou fatal, os efeitos de um desastre natural ou social. Para a maioria das pessoas, os eventos adversos da vida não necessariamente conduzem a um comportamento suicida. Podem contribuir para um comportamento suicida se já existe um contexto de enfermidade mental ou abuso de substancias tóxicas.

Os fatores familiares, tais como uma história clínica familiar de suicídio, de enfermidade mental ou de abuso de substancias, assim como de violência e abuso sexual.

Os fatores culturais e religiosos, tais como as crenças de que o suicídio é uma resolução nobre a um dilema pessoal, a destruição da cultura tradicional da gente, que pode conduzir a sentimentos de separação do passado, lamento e falta de esperança.

Los intentos de suicidio previos, la existencia de armas de fuego en el hogar, el encarcelamiento, tendencias impulsivas o agresivas, y exposición a comportamiento suicida de otros (por parte de miembros de la familia o compañeros, o a través de reportajes noticiosos inadecuados o de historias de ficción). Los suicidios entre las personas jóvenes a veces ocurre en grupo y pueden, incluso, llegar a convertirse en una epidemia. Las personas jóvenes son particularmente susceptibles a imitar el comportamiento que conduce a un suicidio no intencional.


CAPITÚLO II


PESQUISAS E DADOS


Existem muitas pesquisa sobre quem se suicida mais, homens ou mulheres, qual a idade, classe social, e outras perguntas, para isso selecionamos algumas pesquisas, para estarmos mais interados, com o suicídio.

Entre 50.000 a 70.000 pessoas cometem suicídio anualmente (falando só dos Estados Unidos), e sabemos que apenas uma pequena porcentagem dos que tentam suicidar-se consegue seu intento. A pesquisa revela que mais da metade dessas pessoas sofrem de depressão.

Nos Estados Unidos a cada ano mais de 30.000 pessoas interrompem sua vida. O suicídio é a oitava causa de morte, e entre as pessoas cujas idades vão dos 15 aos 24 anos, é a terceira causa de morte. Mais pessoas morrem por suicídio que por homicídio. Cerca de 500.000 pessoas ao ano cometem uma tentativa de suicídio o suficientemente seria como para receber atenção em salas de urgência. E milhões mais sofrem de pensamentos suicidas.

O Instituto Nacional de Saúde Mental indica que 125.000 norte-americanos são hospitalizados anualmente com depressão, enquanto outros 200.000 ou mais são tratados por psiquiatras. O Dr Nathan Kline, do Hospital Estadual Rockland, de Nova Iorque, relata que muitos casos de depressão ficam sem tratamento por não serem identificados. Estima-se que vão de quatro a oito milhões por ano! (Newsweek, artigo citado, p. 51).

As mulheres são mais inclinadas ao suicídio, porém três vezes mais homens que mulheres que o tentam, consegue realiza-li, é que os homens tendem a empregar métodos mais violentos e mortíferos que as mulheres, e são menos inclinados a usar o suicídio como meio para manipular os outros.

As pessoas que tem mais de 45 anos de idade e são profissionais, são mais propensas a se matarem do que as de idade inferior e de classe humilde.


CAPITÚLO III


CASOS BÍBLICOS

E temos citações bíblicas sobre pessoas que se suicidaram.
No A.T., temos:


- Em Juízes 9:54 – o caso de Abimeleque, que pediu para ser morto por uma questão de ‘honra’, e também estava praticamente morto, e para não ter de passar pela humilhação de ser morto por uma mulher pediu para ser morto.
- Em I Sm 31:4-51 – o caso de Saul, e o seu escudeiro, também por motivo de guerra, para não ser morto pelos incircuncisos como ele mesmo disse. E seu escudeiro tomou provavelmente a mesma atitude pelo mesmo motivo.
- II Sm 17:23 – o caso Aitofel, Elen G. White diz: Aitofel compreendeu que a causa dos rebeldes estava perdida. E viu que, qualquer que pudesse ser a sorte do príncipe, não havia esperança para o conselheiro que instigara os seus maiores crimes.
- I Re 16:18 – Zinri apresenta sua morte após o cerco a Tirza.
- Juizes 16:30 – talvez o mais conhecido caso, o de Sansão, que se matou, para cumprir um ‘mandado de Deus’.
E no N.T.
- Mt 27:5 – o caso de Judas, que se matou após trair Jesus, talvez pela angustia que tomou conta de seu ser, Ellen White diz: Judas viu que suas súplicas eram em vão e precipitou-se da sala, exclamando: É tarde! É tarde! Sentiu que não poderia viver para ver Jesus crucificado e, em desespero, foi enforcar-se.

CAPITÚLO IV
COMO AJUDAR PESSOAS COM TENDENCIAS
Antes deveríamos notar quais são as características mais importantes de uma pessoa que quer se suicidar:

1º) Tem uma depressão profunda e isolamento
2º) Tende a dar as coisas, ex: roupa que mais gosta, coleção de chaveiro...
3º) Estado de euforia
4º) Já tem em sua mente o suicídio esquematizado

Agora primeiramente, após detectarmos as tendências suicidas, devemos tem em mente que esta pessoa necessita de ajuda psiquiátrica. Devemos então conversar com o indivíduo, de modo a encaminha-lo a um profissional (psiquiatra), e comunicar os familiares e/ou pessoas mais próximas.

Segue-se um exemplo de tratamento na área, mas está presente apenas a título de informação.
Este capítulo é baseado na abordagem de dois livros.
Devemos levar em conta considerações gerais na entrevista:
Cuidado com a própria ansiedade, se o conselheiro estiver ansioso, não deve aconselhar. A ansiedade nos leva a atuar de forma rápida e acelerada, por medo que o sujeito se mate. Então muitas vezes nós pensamos, que devemos usar frases como: a vida é bela, não pense nisto, frases que não tem nenhum valor terapêutico. Um elemento indispensável é a tranqüilidade, que não quer dizer superficialidade. É importante saber que a vida desta pessoa não esta sob nossa responsabilidade.

Os conflitos que podem surgir no conselheiro são: a ansiedade incontrolável, agressividade diante das ameaças de suicídio, negação dos intentos suicidas, medo por sentir que a vida da pessoa depende de nós, racionalizar o que a pessoa fala.

Em segundo ter uma atitude exploratória, antes de falar e aconselhar devemos escutar e perguntar. O suicida deve falar e se expressar, pois com sua família não tem liberdade de falar sobre o assunto, por isso a importância de escutar. O tema do suicídio não deve ser tabu para o conselheiro. E se no aconselhamento notarmos que o aconselhado tem tendências suicidas, devemos fazer perguntas:

Tem pensado em suicídio? Ele pode responder:
a) Sim
b) Não
c) Esquivar-se
d) Silêncio

(As duas últimas questões devem ser consideradas como sim, e se a questão b) não é uma mentira. Se responder, não, devemos perguntar – Por que? Por que viver?

Estas são perguntas que nos ajudam para que o sujeito se expresse, e para nós podermos conhece-lo. Se ele foge do tema, ou fica em silêncio, devemos falar, que não é errado expressar o que sentimos, se escondermos o que sentimos é mais difícil resolver o problema, e insistir: em que você pensa?

Se o sujeito disser sim, devemos perguntar por que? Como?

Aqui temos as perguntas mais importantes, na qual podemos detectar claramente o problema: então podemos ver a) Que o incomoda especificamente b)Que tem feito para mudar a situação c) Por quanto tempo tem se sentido desta maneira? Assim com estes dados, vamos usar a técnica de espejo, significa repetir com outras palavras o que ele nos vai dizendo, para que ele sinta total liberdade. Depois devemos perguntar: se tem antecedentes de conduta suicida, um plano de suicídio, ver o estado que se encontra.

A partir daí traçamos o plano de trabalho. Se o sujeito não está disposto a tirar a vida, nossa abordagem será mais profunda e exploratória, como seus intentos anteriores de suicídio e características familiares. Se o sujeito esta decidido a se matar, temos de usar um plano urgente. Ex: ver se esta armado acompanha-lo para que tire as balas, nos de o revólver.

Depois do fato estabilizado, falemos claramente e com palavras positivas como:

Existe uma solução possível, ainda há esperança. Devemos falar com tranqüilidade e autoridade, mostrando que o suicídio é uma ação irreversível para um problema temporal.

A tarefa em caso de suicídio, exige muito esforço, e acompanhamento. Devemos evitar o que pode causar frustração, especialmente na hora dos encontros, pois pode gerar frustrações e abandono.

O uso da Bíblia, devemos estruturar assuntos, pois serão recursos com os quais pode ser usado em momentos de crise. O fortalecimento da auto estima é o primeiro passo. O conselheiro, deve traçar um projeto de vida, descobrindo suas motivações e interesses, para colocar o aconselhado em função do projeto. As tarefas ajudam com o tempo a retomar suas responsabilidades, a lhe proporcionar gratificação por conseguir terminar o projeto (por isso a importância de projetos curtos).

Devemos também envolvê-lo com um irmão, para que paulatinamente seja inserido no mundo psicossocial, e também para que seje um acompanhante espiritual, e um modelo a ser seguido.

CONCLUSÃO


Vimos que o suicídio pode acontecer com qualquer pessoa, e nós como pastores e leigos devemos estar aptos a atender estas pessoas, mas também estarmos cientes que devemos encaminha-las para uma ajuda psicológica, mas como vimos devemos dar apoio espiritual, para tenha novamente a vontade de viver, o tema não se esgotou, pois existe muito ainda a ser pesquisado, mas que cada um se motive, e se capacite, para atender melhor as pessoas em seu ministério.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Aqui temos algumas lições preciosas que eu gostaria de repartir contigo


1. Jesus é o mesmo Ontem, Hoje e Eternamente.

A primeira coisa que precisamos entender é que Jesus de fato e verdade andou nesta terra e realizou em carne e osso muitos feitos grandiosos. Demonstrou de várias maneiras como viver bem com Deus e com o próximo. Os religiosos de sua época, não entenderam a sua mensagem e missão neste mundo e como um marginal, foi traído e mesmo inocente foi julgado e sentenciado a morte de cruz; Foi morto, sepultado, porém gloriosamente ressurgiu ao terceiro dia, apareceu a muitos, subiu aos céus na presença de várias testemunhas e está à direta de Deus o Pai todo o poderoso de onde a de vir para buscar a sua Igreja.

Sabemos pelas escrituras que Ele habita no coração de cada pessoa que o reconhece e o recebe como o seu Salvador e Senhor em sua vida pessoal. O mesmo Jesus que caminhou com aqueles homens, caminha comigo e contigo todos os dias, pois Ele nos diz pelas escrituras que estaria conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
Fechar os nossos olhos e endurecer o nosso coração para esta realidade é o mesmo que não reconhecê-lo em nossas vidas. É o mesmo que achar que Ele é um simples forasteiro na multidão, um peregrino sem expressão ou um profeta e curandeiro sem importância.

Os homens no caminho para Emaús estavam tristes, por participarem dos últimos acontecimentos. Cada seguidor de Cristo, tinha a esperança de Jesus pudesse libertar Israel do julgo Romano, porém, o seu libertador morrera e a sua ressurreição embora dita varias vezes em vida pelo próprio Jesus, que não ficaria no tumulo, contudo as suas vidas estavam vazias e sem sentido. Presenciaram tudo, porém não entenderam nada. Provavelmente ouviram grandes sermões proferidos pelo mestre. Estiveram na praia e comeram até fartar-se dos pães e peixes quando do milagre da multiplicação e até possivelmente trocaram ideias com o garoto que ofertou a matéria prima que ocasionou o grande milagre. Conversaram com pessoas que foram curadas por Jesus e outras que foram libertas da garra do diabo, mas ainda aparentemente algo faltava em suas vidas.
Amigo, amiga. Quero lhe dizer com toda segurança. Jesus é o mesmo de ontem, hoje e será sempre o mesmo. Neste momento mesmo enquanto estamos refletindo neste texto, ele espera que as escamas caiam de seus olhos e que você veja Jesus ministrando em sua vida. Digo isto, pois a palavra de Deus é viva e ela capaz de discernir as reais intenções do coração humano. Durante toda a sua existência, Jesus tem caminhado contigo e espera que você o reconheça. Pois é Ele mesmo que fala contigo nesta oportunidade.

A segunda lição de vida e importante que encontro nesta história é que:

2.   Não devemos ser néscios e fechados de coração quando estivermos diante das escrituras e dos profetas que Deus levanta em nosso caminho.

Em todos os tempos Deus tem levantado inúmeras vidas na proclamação de sua palavra. O fato é que eles falam, anunciam sobre as verdades do Reino de Deus, e muitas vezes continuamos incrédulos à ação e o poder de Deus em nossas vidas. Aqueles homens poderiam ter vários defeitos, porém enquanto a Palavra era proferida pelo caminhante Jesus o coração deles ardia. Tinham fome e sede em ouvir verdades que tempos atrás não deram muito crédito. Aquele encontro estava sendo importantíssimo, pois alguém especial se preocupou em dar-lhe mais uma chance e fazê-los entender as verdades escondidas. Na medida em que Jesus lhes falava ao coração na caminhada suas vidas eram sendo confrontadas com a realidade que viviam. As feridas de sua alma foram expostas, não para a morte, mas para a vida. Gostaram tanto que não notaram o tempo passar e insistiram com o mestre para se hospedar em sua casa. Aquele homem desconhecido depois de andarem apenas 11 kms tornara-se um amigo e confidente.

Amigo(a) Quanto tempo tem que o seu coração não arde, quando você ouve o evangelho da graça de Deus? Quanto tempo de descrédito com a Bíblia a palavra de Deus? Quantas horas perdidas com leituras de outros livros que trabalham somente as emoções e não o seu espírito? Quanto tempo gasto com coisas fúteis nesta vida que não te levarão a lugar nenhum. Saiba que o maior amigo e confidente está caminhando contigo todos os dias mostrando-lhes as verdades do Reino enchendo o seu coração de paz e regozijo. Talvez você não o conheça, porém com certeza Ele quer ser o seu amigo especial. Ele espera tão somente que você não seja tolo fechando o coração para não reconhecer às suas reais intenções para contigo.
Este é o grande momento para convidá-lo para pousar em sua casa, em sua vida. Como aconteceu com aqueles homens, ele certamente aceitará o seu convite. Basta dizer, venha Jesus, seja o meu salvador e Senhor e certamente o seu coração arderá com a sua presença. O verso 24 lemos que...” Então Jesus entrou para ficar com eles...”

A terceira lição que encontro neste texto é que:

3.   Nunca é tarde para enxergar o obvio... Nunca é tarde para retornar para o caminho...

Eles acabaram de chegar de uma caminhada e se posicionaram à mesa para cear e logo viram pela simples maneira de Jesus partir e abençoar o pão que estavam diante do Cristo ressurreto e não diante de um Cristo morto. Eles viram claramente que o mesmo Jesus que conhecera estava diante deles. Alguém que de fato venceu os aguilhões da morte e seus corações ardiam pela presença viva do Senhor com eles. Mesmo o mestre desaparecendo diante deles estavam cientes que não se tratava de um sonho. Tudo fora bem real e sublime. Imediatamente entenderam em grau e importância que deveriam retornar para Jerusalém agora com entendimento e ajudarem os demais discípulos na divulgação do Reino de Deus.

Amados nunca é tarde para enxergar o obvio. A bíblia é clara em nos afirmar “Quando ouvires a voz de Deus não endureça o seu coração...” É hora de reconhecer o mestre, é hora de cear com Ele. A mesa está posta e o pão é servido por Ele. Jesus é o pão da vida. É o verbo vivo que desceu do céu e é lhe oferecido de graça a salvação. Sua melhor opção é aceitar a sua oferta e retornar aos braços do Pai. Jerusalém tipifica entre outras coisas, morada do Altíssimo. Este encontro com Deus só acontece por meio de Jesus Cristo seu Filho. “Só existe um mediador entre Deus e os homens Jesus Cristo...”

Qual a sua decisão? Você quer ter um encontro genuíno com Jesus neste momento?

Esta é oração que você deve fazer agora comigo: Senhor Jesus, neste dia eu entendi que o Senhor estava comigo há muito tempo, só que os meus olhos não conseguia te contemplar. Hoje eu entendi a abro o meu coração, a minha vida, os meus olhos, pois preciso entendimento de Deus em minha vida. Eu te recebo Senhor Jesus como o meu Salvador pessoal e quero que de hoje em diante que o Senhor guie os meus passos sendo Senhor de minha vida. Rejeito neste instante todas as consagrações passadas que não honraram o teu nome e me rendo completamente a ti como o único Deus em minha vida. Oro em nome de Jesus Cristo, amém e amém.

Oração: Agora eu quero orar por você. Deus amado, eu quero interceder neste momento por esta pessoa que acabou de fazer esta oração entregando o seu coração a tí.  Que o Senhor possa dirigir-lhe os passos na direção de uma nova vida em harmonia com o teu Santo Espirito. Que o dia de hoje seja realmente um marco para uma nova etapa em sua vida. Oramos na certeza de que o Senhor manifestará o seu amor, misericórdia e perdão para com ela, dando-lhe paz nesta terra e na eternidade. Oro em nome de Cristo Jesus aquém damos as Honras e Glórias hoje para todo o sempre, Amém e amém.


 Por certo as bênçãos do Senhor os alcançarão em sua plenitude.
Que as bênçãos do Senhor nosso Deus estejam sobre você e família.

Pr. Nelson Gouvêa

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cinco sinais de maturidade espiritual

Deixe-me começar dizendo que não é errado para um novo crente ser imaturo, assim como não é errado para uma criança ser infantil.
Infantilidade só é irritante em um adulto. Quando uma criança de quatro anos veste uma capa, uma cueca por sobre a calça, alegando ter visão raio-x, isso é fofo. Quando seu pai faz isso, é preocupante (ou insanidade).
Quando você é um crente por muitos anos, porém, a falta de alguns desses indicadores deve ser preocupante.
Crentes maduros possuem estes 5 indicadores…
1. Um desejo por alimento sólido
É bom aproveitar o leite do evangelho em todas as refeições. Mas alguns cristãos orgulham-se de si mesmos por focar apenas no evangelho, esnobando a oferta de doutrinas mais profundas. O amor pela doutrina pode ser adquirido com o passar do tempo, mas ele sempre estará lá em um crente maduro.
O autor aos Hebreus repreende seus leitores por causa da relutância em mastigar.
Hebreus 5:11-14 “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.”
A refeição de uma criança precisa ir ao liquidificador durante os primeiros meses dela (ou dele). Quando uma pessoa normal de 21 anos pede para a mamãe alimentá-lo com batata amassada, de colher, isso é assustador e disfuncional.
2. Uma impermeabilidade a ofensas pessoais
É raro um crente maduro se sentir ofendido. A ofensa é apropriada ao crente em qualquer ataque à glóriade Deus, como quando o zelo pela casa de Deus consumiu Jesus e ele usou um chicote do Indiana Jones na corrupta zona comercial do templo por causa dos animais superfaturados.
Mas um crente maduro não fica pessoalmente ofendido de maneira tão fácil. Eles entendem que quando alguém peca contra eles, há coisas maiores em jogo do que seus próprios direitos pessoais com, por exemplo, a glória de Deus, o relacionamento do outro com Deus, etc.
Veja Paulo. Quando ele já não podia atrair uma multidão (estando preso por causa do evangelho e tal…), pregadores rivais estavam “jogando sal” em suas algemas ao pregar o evangelho em competição com Paulo. Ele não se tornou insolente. Muito pelo contrário, ele parecia animado com a notícia de que o evangelho estava sendo pregado. Isso é maturidade!
Filipenses 1:15-18 – “Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulações às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.”
3. Uma consciência informada pelas Escrituras, não por opiniões
Quando você é um novo convertido, é natural ter um pêndulo oscilando em aversão a qualquer coisa associada com o seu antigo estilo de vida. Isso pode ser saudável. Mas, à medida que vai se tornando mais maduro, você vai criando uma visão mais balanceada sobre liberdade. Se Jesus diz que algo está “ok”, então você não vai ficar chateado quando alguns cristãos aproveitam essa liberdade.
Romanos 14:1-3 “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil como legumes; quem come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.”
Eu amo vegetarianos – sobra mais carne pra mim. Porém, quando um crente se abstém da liberdade legal pensando que isso torna-o mais aceitável para Deus, isso é um sinal de imaturidade. Quanto mais você cresce no seu entendimento sobre graça, menos você se incomoda quando as pessoas ignoram normas religiosas feitas por homens. Você pode continuar escolhendo se abster, mas sua consciência não é atormentada pelo conhecimento de que outros cristãos participam do que você evita.
4. Uma sensação de humilde surpresa quando usado por Deus no ministério
Deus usa pecadores para fazer Seu trabalho por uma boa razão: não há mais ninguém para Ele escolher. Alguns pecadores são usados poderosamente. Um crente maduro sempre vai sentir-se humilde por sua eficácia no ministério de Deus. Frequentemente, no entanto, o mesmo privilégio vai inflar o ego de um crente imaturo.
1 Timóteo 3:6 – “Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.”
O pressuposto de Paulo é que um novo convertido – que é mais provável de ser imaturo – quando usado no ministério de Deus, não vai possuir a sensação de surpresa e humildade que são sinais de maturidade.
Compare isso com a própria atitude de Paulo, de que ele é o principal dos pecadores, usado apenas como meio para mostrar a extensão da misericórdia de Deus (1 Tm 1.15). Ele considerava a si mesmo como improvável e inadequado vaso que foi abençoado por abrigar temporariamente o tesouro inestimável dos dons de Deus (2 Co 4.7).
5. Tendência de dar crédito a Deus pelo crescimento espiritual, não a homens
Nosso mundo é uma arena para idolatria. “American Idol” é o nome mais adequado e tributo descaradamente honesto para a nossa cultura de celebridade. Nossos corações são orientados a adular e a adorar. Um crente imaturo luta para quebrar o hábito de idolatrar pessoas. Ele meramente transfere sua adulação pelas celebridades do mundo para celebridades espirituais.
Quer seja um pedestal para o seu pastor, ou uma desordenada reverência por João Calvino, ou qualquer outro sintoma, a imaturidade falha em dar a credibilidade devida ao poder de Deus em Seu trabalho.
1 Coríntios 3:4-7 – “Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”
Experientes donos de cavalos de corrida têm respeito por bons jóqueis, treinadores, e veterinários, mas todos entendem que o fator principal para uma vitória é o cavalo. Respeitamos bons pregadores, escritores, comentaristas, e mentores espirituais, mas, esperançosamente, nós reconhecemos o real músculo por trás de qualquer vitória no ministério deles.
Vá com este pensamento: na minha vida, qualquer imaturidade residual em qualquer uma dessas áreas irá desembocar na minha “caixa de entrada” espiritual. Sou confortado em saber que sou uma obra em progresso e me agarro à Filipenses 1:6 –  “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”

domingo, 20 de outubro de 2013

A Tricotomia do Homem


À luz da Bíblia, entendemos que o homem é corpo, alma e espírito

O homem é um ser tricótomo (1Ts 5.23; Hb 4.12). O termo tricotomia significa “aquilo que é dividido em três” ou “que se divide em três tomos”. Em relação ao homem, o termo tricotomia refere-se às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito. Há divergência neste ponto entre alguns teólogos. Há aqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo e alma (ou espírito). Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como sendo uma e a mesma coisa. Entretanto, parece-nos mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Esse conceito da tricotomia crê que o homem é uma triunidade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar as partes: o corpo de sua parte imaterial.

a) O corpo: É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo com todos esses elementos da terra, sem os elementos divinos, são de ínfimo valor. No hebraico, a palavra corpo é basar. No grego do Novo Testamento, a palavra corpo é somma. Portanto, o corpo é apenas a parte tangível, visível e temporal do homem (Lv 4.11; 1Rs 21.27; Sl 38.4; Pv 4.22; Sl 119.120; Gn 2.24; 1Co 15.47-49; 2Co 4.7). O corpo é a parte que se separa na morte física.

b) A alma: É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. A alma precisa do corpo para expressar sua vida funcional e racional. A alma é identificada no hebraico do Velho Testamento por nephesh e no grego do Novo Testamento por psiquê. Esses termos indicam a vida física e racional do homem. Os vários sentidos da palavra alma na Bíblia, como sangue, coração, vida animal, pessoa física; devem ser interpretados segundo o contexto da escritura em que está contida a palavra “alma”. De modo geral, em relação ao homem, a alma é aquele princípio inteligente que anima o corpo e usa os órgãos e seus sentidos físicos como agentes na exploração das coisas materiais, para expressar-se e comunicar-se com o mundo exterior. Nephesh dá o sentido literal de “respiração da vida” (Sl 107.5,9; Gn 35.18; 1Rs 17.21; Dt 12.23;
Lv 17.14; Pv 14.10; Jó 16.13; Ap 2.23; Ecl 11.5; Sl 139.13-16).


c) O espírito: No hebraico é ruach e no grego, pneuma. O espírito do homem não é simples sopro ou fôlego, é vida imortal (Ec 12.7; Lc 20.37; 1Co 15.53; Dn 12.2). O espírito é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “corpo, alma e espírito não são outra coisa que a base real dos três elementos do homem: consciência do mundo externo, consciência própria e consciência de Deus”.

| Autor: Pastor Elienai Carbral

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cristão ou Discipulo?

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.

Mateus 28:18-20


Vivemos em um tempo de tradição cristã, onde a maioria das pessoas são cristãos no domingo e durante a semana vivem como ateus, isso fica evidente no trânsito, na violência de nossas cidades, no comportamento das pessoas, na ganância dos ricos, na corrupção dos políticos e nas mais diferentes esferas da sociedade, no materialismo daqueles que amam mais o dinheiro do que a Deus....

No Novo Testamento a  palavra cristão aparece  apenas duas vezes,  cristãos uma  vez em Atos 11. 26

 E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

e outra vez em 1 Pedro 4:16
Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.


 A palavra cristão nasceu como um apelido que as pessoas de fora da igreja deram aos seguidores de Cristo, esta palavra jamais foi pronunciada por Jesus.

No Novo Testamento a palavra discípulo aparece 29 vezes, discípula 1 vez e discípulos 245 vezes, perfazendo um total de 275 vezes.

Jesus não nos mandou formar cristãos; Ele nos mandou fazer discípulos de todas as nações, batizá-los em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; e ensiná-los obedecer todas as coisas que Ele nos ordenou.

1) -NÃO PRECISAMOS DE MAIS CRISTÃOS, PRECISAMOS DE MAIS DISCÍPULOS.

          -  Maioria das pessoas são cristãs apenas por tradição e cultura religiosa, ou seja, são cristãos nominais. Devido a isso a nossa sociedade está cada dia pior, as famílias estão sendo destruídas, os valores morais e éticos se perderam, os princípios familiares quase não existem, e isso devido a um cristianismo que não salga nada, não ilumina nada, não influência nada, não transforma a sociedade...

          -  O cristão não é comprometido com a missão de Jesus na terra... O discípulo é completamente comprometido; para o discípulo a missão que Jesus começou é a sua missão de vida.

          -  O cristão não é disciplinado na oração, na leitura da Bíblia, no jejum... O discípulo é disciplinado como um excelente atleta em busca da coroa da vida.

Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.



          -  O cristão não se preocupa com o seu testemunho...
 O discípulo dá um bom testemunho de Cristo aonde estiver ( Atos 1. 8).

          -  O cristão normalmente não tem compromisso
com a igreja e com o culto ao Senhor, ele só vem ao culto quando sobra tempo ou quando precisa buscar alguma benção...
 O discípulo tem prazer de estar sempre nos cultos  em comunhão com Deus e com os irmãos.

          -  O cristão nominal é alguém que ama as coisas e usa as pessoas...

O discípulo está comprometido com o amor e cuidado para com as pessoas. Ele ama as pessoas e usa as coisas...

          -  O cristão não pratica o perdão...
O discípulo pede perdão e perdoa da mesma forma que foi perdoado por Jesus.

          -  O cristão não é obediente...
O discípulo obedece a Deus e a sua palavra sempre.

          -  O cristão não é ensinável e nem moldável...
 O discípulo é sempre ensinavel e moldável, ele está sempre pronto para aprender e ser transformado.

          -  O cristão ama mais os prazeres do que a Deus...
 O discípulo busca em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça ( Mat. 6. 33).

          -  O cristão normalmente ama mais o dinheiro do que a Deus...
 O discípulo sabe que não pode servir a dois senhores...( Mat. 6. 24).

          -  O cristão é alguém que está sempre buscando o poder político...
O discípulo sabe que o poder da igreja não é político, é espíritual, por isso, busca sempre o poder do Espírito Santo ( Atos 1. 8 ).

          -  O cristão é um religioso comprometido em preservar o sistema e a tradição de sua denominação...
 O discípulo é comprometido com Jesus e a sua igreja.

          -  O cristão é alguém que ama o mundo e o que nele há, por isso, não experimenta o amor de Pai ( Tiago 4. 4). Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.


 Exemplo: O carnaval, as festas religiosas, adoração a ídolos, as novelas...





          -  Os cristãos nominais não entrarão no céu vejamos o que nos diz: Mateus 7:21-23)
 (Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.



O céu será a morada eterna dos discípulos do Senhor Jesus Cristo. Os discípulos de Jesus têm seus nomes escritos no céu ( Luc 10. 20). Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.


2) - OS CRISTÃOS NÃO SÃO COMPROMETIDOS, OS DISCÍPULOS SÃO CONTINUADORES DA MISSÃO  DE JESUS.

-  Para o discípulo dar continuidade ao ministério de Jesus é a missão de sua vida, sua visão mais elevada, seu objetivo mais nobre. ( Atos 20. 24 ). Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.


-  O discípulo tem sua fé, visão e foco concentrados na grande comissão e no maior de todos os mandamentos... Mateus 22:37-38 nos diz:
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.

Em
Mateus 28:18-20 lemos:

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.


-  O discípulo é alguém que ama a Deus de todo o coração,  ama as pessoas como a si mesmo, por isso compartilha sua fé, amor, graça, bondade, misericórdia ...

-  O discípulo é alguém comum que se torna excelente nas mãos de Jesus... Exemplo: o apostolo Pedro... Em Atos 5. 15  lemos:  De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.


-  O discípulo é alguém aparentemente fraco que realiza coisas extraordinárias pelo poder do Espírito Santo... Exemplo: o apostolo Paulo...( Atos 19. 11). E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.



-  Como discípulos somos os pés do Senhor Jesus andando por toda parte, somos suas mãos curando e abençoando, somos seus olhos a procura dos necessitados, somos sua boca proclamando o Reino de Deus.

-  Como discípulos de Jesus daremos continuidade à sua missão até que Ele volte para buscar sua igreja.

-  O discípulo está a serviço de Deus...

-  O discípulo é um mensageiro, um embaixador de Cristo entre os homens, um representante legitimo do reino do céu, um porta voz do Senhor 

vejamos (2Cor 5. 20 ).
De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.




3) - O CRISTÃO É OBSERVADOR, DISCÍPULO É UM IMITADOR DE JESUS.

-  O discípulo de Jesus é alguém que renuncia tudo o que tem para viver exclusivamente para Deus e o seu Reino . Disse Jesus: Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.
Lucas 14:33

-  Não existe discípulado sem Cruz. O discípulo é alguém que diariamente toma a Cruz e segue a Jesus.  E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.
Marcos 8:34

-  O discípulo é alguém que não vive mais para si mesmo, mas vive exclusivamente para Jesus ( Gal 2. 19, 20 ). Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus.
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.



-  O discípulo é alguém que segue o exemplo e os passos de Jesus em tudo.... (Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também
João 13:15)

-  O maior alvo do discípulo é ser como Jesus... O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.
Lucas 6:40

-  O objetivo do discípulo é andar com Jesus, ser parecido com Jesus, tornar-se como Jesus... Em Romanos 8:29 lemos:

Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

 
 Exemplo: os antigos rabinos de Israel e seus Talmidins...

-  O alvo final do discípulo é sentir, pensar e agir como Jesus; tendo os sentimentos de Cristo, mente de Cristo, o coração de Cristo, as marcas de Cristo, as mesmas atitudes de Cristo Jesus De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Filipenses 2:5

-  O discípulo é um com Jesus...( Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
1 Coríntios 6:17)

-  O discípulo pode fazer as mesmas obras  que Jesus fez, e outras ainda maiores...( Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
João 14:12).

-  Assim como em Jesus nós vemos Deus como Ele é. Em cada discípulo o mundo precisa ver Jesus como Ele é.


CONCLUSÃO

          O discípulo de Jesus é alguém que permanece Nele e em sua palavra ( Jo 8. 31 ).

          Cada cristão precisa tornar-se um discípulo de Jesus.

 Não existe cristianismo verdadeiro sem discipulado.

          O compromisso do discípulo é sempre praticar o grande mandamento e a grande comissão.

          A igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus.

          Para terminar espiritualmente aprovado você precisa ser um discípulo fiel e leal até o fim.

          Seja um discípulo simplesmente parecido com Jesus. Aleluia!


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lições em Atos dos Apóstolos - Parte 7

A expansão da nascente Igreja do Senhor

A expansão da Igreja Cristã, em Atos dos Apóstolos, pode ser divida em duas etapas distintas: a primeira, de forma espontânea, vai de Jerusalém a Samaria; a segunda, de forma planejada e intencional, vai de Antioquia a Roma, sem impedimento algum.

1. A expansão da Igreja em Jerusalém. Nenhum líder judeu poderia imaginar que, logo após a morte do Senhor Jesus, iria a Igreja Cristã, inaugurada no Pentecostes, esparramar-se por toda Jerusalém. No Sermão do Pentecostes, quase três mil almas agregaram-se aos fiéis (At 2.41). Mais adiante, o número já sobe para cinco mil (At 4.4). Daí em diante, multiplicou-se tanto o número de conversos que até mesmo não poucos sacerdotes obedeciam a fé: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6.7).

2. A expansão da Igreja na Judéia e Samaria. A morte de Estevão foi apenas o início de uma perseguição que culminaria com a diáspora da igreja hebréia. E os irmãos, espalhados que foram pela arbitrariedade das autoridades judaicas, iam espalhando a Palavra de Deus por toda a Judéia até chegar a desprezada Samaria (At 8.1-25).

Assim, de forma espontânea, iam eles semeando a boa semente do Evangelho por toda a Judeia e Samaria. Nessa fase, destaca-se como evangelista o que fora escolhido como diácono: Filipe.

3. A expansão da Igreja entre os gentios. Se o avanço da Igreja Cristã de Jerusalém a Samaria dera-se de forma espontânea, agora o Espírito Santo levará os seus apóstolos a expandir o Reino de Deus de maneira intencional, metódica e bem planejada (At 13.1-4; 16.6,7; 21.4; .

Na parte inicial de Atos, a figura proeminente é Pedro. Na segunda parte, destacar-se-á Saulo de Tarso como o grande campeão de Cristo que, em quatro viagens missionárias, levou o Evangelho ao extremo ocidental do mundo então conhecido sem impedimento algum (At 28.31).

Conclusão

Apesar de suas limitações locais, a Igreja de Cristo, sob o poder do Espírito Santo, universaliza-se em suas conquistas e faz-se irresistível como Reino de Deus. Foi o que demonstraram os apóstolos de Nosso Senhor. Em menos de quarenta anos, cumpriram eles integralmente a comissão missionária que lhes confiara o Senhor. Isto não significa, porém, hajam eles evangelizado toda a terra. Mas de tal forma expandiram o Cristianismo que, num tempo tão exíguo, conseguiram dar-lhe foros de uma religião realmente universal. Houvera a Igreja se limitado a Jerusalém, seria ela vista, hoje, como uma mera seita judaica. Ou melhor: talvez nem existiria.

A vocação da Igreja é ser universal, invisível e perfeita. É local, mas a sua glória é que ela não é local. Ainda que visível, fermenta o mundo em sua invisibilidade. Quanto à sua imperfeição, é justamente nesta que a perfeição de Cristo mostra-se plena.

| Autor: Claudionor Andrade |